Papilomatose Vulvar e Papilomatose HPV

Lesões papilomatosas benignas na vulva muitas vezes são confundidas com a papilomatose provocada pela infecção do Papiloma Vírus Humano ( HPV). A papilomatosa vulvar benigna é uma variante do normal; papilas simétricas em grande quantidade são encontradas na face interna dos pequenos lábios, próximo ao meato uretral e no introito vaginal. Essas lesões são uniformes e mais facilmente encontradas na puberdade e na gestação ( principalmente no segundo e terceiro semestre da gravidez), deve-se a uma resposta do epitélio ao estímulo hormonal destas fases da vida da mulher. Pesquisas realizadas não apresentaram nenhuma evidência de associação com HPV. Essas lesões podem confundir até profissionais não familiarizados com esses espessamentos da mucosa vulvar. As verrugas do HPV são assimétricas e dispersas enquanto na papilomatose benigna o espessamento em forma de papilas são uniforme e atapetam toda a mucosa, como já referido anteriormente. Até mesmo a biopsia pode confundir o patologista não experiente com a patologia genital.
Conhecendo seu corpo você identifica lesões precocemente, tenha o hábito do auto exame, há mulheres que teem medo de se tocar e protelam o diagnóstico de uma lesão ou uma doença.
De qualquer forma convém procurar o especialista em caso de dúvida.

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HPV – O que você precisa saber – Atualização

As verrugas genitais são conhecidas desde a antiguidade, quando foram relatados as lesões provocadas pelo papilomavírus (HPV) humano na forma de verrugas. Hipócrates (460 – 377 a.C.) utilizou o termo condiloma para identificar tais verrugas genitais. Apresenta alta prevalência vez que foi encontrado que 27% das mulheres assintomáticas possuem o DNA do HPV na vagina, presença essa indesejável, detectada pelos exames de captura hibrida II e reação de cadeia de polimerase. O HPV está relacionado ao Câncer do Colo do Útero, O conhecimento dessa doença é importante na prevenção e detecção precoce da mesma.Saiba mais:

  1. O câncer do colo do útero é a segunda neoplasia mais freqüente do sexo feminino.
  2. Após 12 meses da primeira relação, 25% das mulheres já apresentam HPV cervical (colo do útero)
  3. 99,7% dos cânceres cervicais apresentam DNA do HPV de alto risco.
  4. Papilomavírus humano são mais de 120 subtipos diferentes e aproximadamente 40 deles infectam o trato genital.
  5. Os subtipos mais agressivos são os 16 e 18, relacionados ao câncer do colo do útero.
  6. Os subtipos 6 e 11 estão associados às lesões benignas como a verruga simples e o condiloma, acometem não só os genitais mas também a boca e laringe.
  7. Período de incubação do HPV é de três a oito meses. Tempo de aparecimento da lesão – indeterminado.
  8. Nem toda lesão por HPV se transformará em câncer.
  9. A biologia do vírus é distinta, cada mulher tem uma competência imunológica variada.
  10. Algumas mulheres podem eliminar o vírus; quanto mais jovem a mulher menor é a competência imunológica para lidar com o vírus, daí a indicação da vacina.
  11. Após a infecção por HPV de alto risco, a probabilidade de desenvolver câncer é de 50 a 100 vezes maior em mulheres que nunca tiveram contato com o vírus. Igualmente o risco de desenvolver a lesão de alto grau é 300 vezes maior.
  12. Os co-fatores para desenvolver a doença são: tabagismo, multiplicidade de parceiros, usa de contraceptivos orais, deficiência nutricional, presença de doença venérea e idade precoce da primeira relação sexual.
  13. Apesar do uso do preservativo não garantir proteção contra o HPV ele deve ser sempre usado, pois previne as doenças sexualmente transmissíveis, que segundo o item acima é um fator que soma ao vírus de alto risco e os dois fatores juntos são decisivos para o aparecimento do câncer cervical. Manutenção da higiene íntima, visita periódica ao seu ginecologista ou consulta a qualquer sintoma anormal garantem a saúde genital.
  14. As vacinas contra o HPV são profiláticas e à semelhança de outras vacinas que são administradas na infância, são mais eficazes quando administradas antes da exposição ao vírus, esta fase corresponde

    A pré-adolescência e adolescentes jovens. Neste caso em especial refere-se às meninas, a vacinação dos homens permanece ainda incerta, apesar dos homens apresentarem altas taxas de infecção pelo HPV; APRESENTANDO UM RISCO ELEVADO DE DESENVOLVEREM VERRUGAS GENITAIS E CÂNCER INVASIVO DO PÊNIS E ANUS.

  15. Mulheres que são positivas para o HPV podem tomar a vacina. Estudos demonstram proteção contra os tipos que a mulher não foi contaminada( no caso, vacina quadrivalente recombinante que imuniza contra HPV 6,11,16 e 18)
  16. A vacina ainda não foi liberada para uso em gestantes.

     

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