jun 28

Doenças sexualmente transmitidas

É sempre oportuno o alerta de prevenção sobre as doenças que muitas vezes negligentemente, por descuido ou por desconhecimento a pessoa se contamina em um ato sexual.

O médico e erudito, Girolamo Fracastoro, nascido na cidade de Verona, região do Vêneto – Itália, tendo estudado na Universidade de Pádua, 1501, dedicou um poema à Sífilis: Sífilis – uma Teoria de contágio.

Naquela época muitas doenças desafiavam a comunidade médica e uma delas com sintomas terríveis, chamada então “doença espanhola”, por outros “prurido napolitano” e “varíola francesa”, era muito agressiva e desconhecida, só no século XVII é que teve o nome lues venera doença venérea. Sífilis foi o nome que Francastoro deu a tal doença que segundo o autor um “pastor de nome Syphilus por reverenciar um rei mundano incitou a ira do deus sol, como punição ele sofreu de chagas pútridas em todo o corpo, noites insones e seus ossos doíam impiedosamente”. Publicada em 1530, “Syphilis sive morbus Gallicus, foi dedicada ao cardeal Pietro Bembo, conhecido erudito, secretário papal e um dos vários amantes de Lucrecia Borgia”. Francastoro fala ainda da cura de Ilceus, um agricultor que se curou em banhos de mercúrio, terapia que foi muito usada na época que provocou muitas mortes por intoxicação mercurial.

A importância de se conhecer as doenças e infecções sexualmente transmitidas está no fato de que além do alto risco de disseminação, elas podem comprometer gravemente a saúde da pessoa acometida. Além de favorecerem a transmissão do HIV podem provocar câncer, lesões anus-retais, doença inflamatória pélvica na mulher com conseqüente infertilidade, além de resultar em importantes problemas emocionais que podem levar às neuroses.

Devido ao aumento crescente nos últimos anos, as DSTs (doenças sexualmente transmitidas) são consideradas um problema de saúde pública. Uma série de fatores são os causadores do aumento dessas doenças, entre eles estão: promiscuidade sexual, falta de educação sexual adequada especialmente para a faixa mais jovem, baixas condições sócio-econômicas e culturais, automedicação, resistência aos antibióticos, prescrição de medicação por curiosos inabilitados, uso inadequado de métodos contraceptivos, péssimas atuações dos serviços de saúde bem como despreparo dos profissionais, falta de orientação adequada por parte do serviço de saúde para o controle das doenças.

A classificação que se segue surgiu em 1982, é uma das mais utilizadas:

(1) Doenças essencialmente transmitidas por contágio sexual: Sífilis, Gonorréia, Cancro mole, Linfogranuloma venéreo.

(2) Doenças frequentemente transmitidas por contágio sexual: Donovanose, Uretrite não-gonocócica, Herpes simples genital, Condiloma accuminado, Candidíase genital, Fitiríase, Hepatite B, AIDS.

(3) Doenças eventualmente transmitidas por contágio sexual: Molusco contagioso, Pediculose, Escabiose, Shigelose, Amebíase.

Se apresentar úlceras ou verrugas genitais, corrimentos uretrais ou corrimentos vaginais, desconforto ou dor pélvica (dor no baixo ventre) deve-se procurar imediatamente o profissional médico especialista ou não-especialista para a orientação correta.

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jun 24

Hipotiroidismo e Menopausa

O climatério constitui uma importante fase da vida da mulher em que sinaliza o final do seu período reprodutivo (capacidade de gerar filhos) e o inicio da senilidade. Estudar e entender esse momento é de suma importância não só para a comunidade médica bem como para a sociedade. Cada vez mais as mulheres chegam nessa fase de vida em pleno apogeu de sua capacidade produtiva, com todos os recursos para manter-se bela, saudável e ativa. Geralmente ocorre a partir dos 45anos, embora esses limites etários sejam bastante variáveis, a partir desta idade os ovários começam a apresentar sinais de falência de produção de estrogênios, especialmente o estradiol, o que gerará toda uma cadeia de sintomas que vão desde alterações discretas no ciclo menstrual até o vigor dos famosos fogachos e outros sintomas que incomodam e alteram a rotina de vida da mulher.

Dentre as alterações endócrinas desta fase chama a atenção o Hipotiroidismo, que é a deficiência da produção de hormônios pela glândula tireóide. Sendo o hormônio tireoideano de fundamental importância para todas as células do corpo se conclui então os sérios acometimentos pelos qual o organismo feminino possa passar.

As principais manifestações clínicas do hipotiroidismo são: falta de disposição, intolerância ao frio, pele fria, seca e descamativa, desânimo, sonolência, edema (inchaço) especialmente nas pálpebras, queda de pelos e cabelos, anemia, ganho de peso, alterações menstruais (nas mulheres que menstruam). À medida que o quadro acentua aparecem alterações cardiovasculares, e nos casos mais graves pode acontecer derrame pericárdico e/ou pleural (alterações no coração e pulmões).

Apesar das doenças da tireóide serem freqüentes na população os exames de rastreamento com dosagens dos hormônios não são preconizados em todas as pessoas, porém nas mulheres acima de 45 anos fazem parte da avaliação da fase que antecede a menopausa.

Estar atenta para as modificações que ocorram em seu organismo garante qualidade de vida e saúde.

(Fontes: Halbe et all. Tratado de Ginecologia. Matsumura& Furlaneto-Hipotiroidismo)

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