jun 24

Hipotiroidismo e Menopausa

O climatério constitui uma importante fase da vida da mulher em que sinaliza o final do seu período reprodutivo (capacidade de gerar filhos) e o inicio da senilidade. Estudar e entender esse momento é de suma importância não só para a comunidade médica bem como para a sociedade. Cada vez mais as mulheres chegam nessa fase de vida em pleno apogeu de sua capacidade produtiva, com todos os recursos para manter-se bela, saudável e ativa. Geralmente ocorre a partir dos 45anos, embora esses limites etários sejam bastante variáveis, a partir desta idade os ovários começam a apresentar sinais de falência de produção de estrogênios, especialmente o estradiol, o que gerará toda uma cadeia de sintomas que vão desde alterações discretas no ciclo menstrual até o vigor dos famosos fogachos e outros sintomas que incomodam e alteram a rotina de vida da mulher.

Dentre as alterações endócrinas desta fase chama a atenção o Hipotiroidismo, que é a deficiência da produção de hormônios pela glândula tireóide. Sendo o hormônio tireoideano de fundamental importância para todas as células do corpo se conclui então os sérios acometimentos pelos qual o organismo feminino possa passar.

As principais manifestações clínicas do hipotiroidismo são: falta de disposição, intolerância ao frio, pele fria, seca e descamativa, desânimo, sonolência, edema (inchaço) especialmente nas pálpebras, queda de pelos e cabelos, anemia, ganho de peso, alterações menstruais (nas mulheres que menstruam). À medida que o quadro acentua aparecem alterações cardiovasculares, e nos casos mais graves pode acontecer derrame pericárdico e/ou pleural (alterações no coração e pulmões).

Apesar das doenças da tireóide serem freqüentes na população os exames de rastreamento com dosagens dos hormônios não são preconizados em todas as pessoas, porém nas mulheres acima de 45 anos fazem parte da avaliação da fase que antecede a menopausa.

Estar atenta para as modificações que ocorram em seu organismo garante qualidade de vida e saúde.

(Fontes: Halbe et all. Tratado de Ginecologia. Matsumura& Furlaneto-Hipotiroidismo)

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jun 24

O STRESS SOCIAL, O MEDO E AS DOENÇAS

O medo campeia à solta nos dias atuais. É o medo de sair de casa, medo da criminalidade impune tanto nas ruas como o assalto aos domicílios. Medo de adoecer, especialmente do câncer; certo dia comentando com uma paciente sobre o ganho em longevidade que a mulher conseguiu nas últimas décadas ela assim se expressou… “É, se nós conseguirmos nos livrar de não ter câncer, chegaremos lá”, o medo está em tudo e conseqüentemente gera um stress social dramático nas vidas das pessoas.

Esse stress sociopsicológico pode afetar a suscetibilidade às doenças, quer sejam agudas ou crônicas, na medida em que o passar do tempo esse stress crônico mina as defesas orgânicas.

Desde a Grécia antiga se acreditava na influência da mente sobre a saúde, com o advento da era antimicrobiana esse conceito foi relegado ao campo do empirismo, as conjecturas não científicas.

A interação mente e corpo vem sendo investigado com muito afinco desde década de 80 e os pesquisadores vêm demonstrando que sinais químicos que partem das células imunológicas conversam com o cérebro que por sua vez responde a esse sistema, é o maravilhoso circuito mente – cérebro- corpo que a neurociência começa a desvendar.

Já em 1993, Bill Moyers conversando com cientistas em seu livro a Cura
e a Mente abordou esse fascinante tema. No capítulo a Redução do Estresse o Dr. Zawacki diretor de Clinica Médica na Divisão de Doenças Digestivas e Nutrição do Centro Médico da Universidade de Massachusetts comenta: “O corpo é um instrumento magnífico. Se abrirmos a mente para pesquisar com as emoções influenciam a saúde, talvez algum dia possamos abri-las para as dimensões espirituais da saúde.”

No final do século XX e início de século, XXI estamos presenciando essa abertura. Trabalhos como do Herbert Benson, Universidade de Harvard, acerca do bem-estar evocado e tantos outros grandes e respeitáveis centros de saúde que têm desenvolvido pesquisas sobre essa importante interação, são animadores. Na edição especial da Scientific American – Segredos da Mente os Doutores Sternberg e Gold, pesquisadores do Sistema imunológico e Stress, do National Institute of Mental Health comentam essas pesquisas, confira. Nesta comunicação entre o sistema imunológico e o cérebro os componentes fundamentais são: o hipotálamo e o locus
ceruleus, a hipófise, sistema nervoso simpático e as supra-renais. A estimulação do locus ceruleus leva a reação de alerta comportamental, medo e vigilância permanente. Imagine o organismo constantemente em alerta, consumindo suas reservas de endorfinas! Precisamos evocar o bem-estar, a paz, a serenidade, a felicidade, o amor em nossas vidas para estimularmos o dom da vida em nós.

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